Restaurante Optimista, a melhor forma de ser [in:Lisbonne Idée]

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Posted by João GALVÃO

O Optimista abre por agora e é tão bom restaurante que até verá unicórnios a espreitar sobre o copo

São quatro amigos – Cláudia, Rita, Filipe e José – que resolveram partilhar com o mundo os maravilhosos jantares que têm ao longo dos anos partilhado em privado. Depois de terem encontrado o espaço perfeito sonharam mais alto e caçaram um unicórnio. Como não resistimos a este bicho encantador, tivemos que saber mais e falámos com Cláudia Palmeiro, otimista e uma das sócias do Optimista.

Já abriu?

Vai abrir dia 21 de outubro.

Porque se chama Optimista?

O nome surgiu durante a fase de escolha de um nome para o espaço e está de acordo com a nossa forma de estar na vida. Somos Optimistas, repetimos muitas vezes para nós próprios um mantra (que é da autoria da Rita) que é “vai correr tudo bem”. Portanto, se o restaurante é uma continuação nossa e da forma como queremos estar e ser percebidos, o nome Optimista simplesmente ecoou em todos como uma epifania. E logo de seguida decidimos ter um Unicórnio no espaço, e isto também é representativo do tipo de pessoas que somos e da forma como queremos que este espaço seja uma expressão da nossa forma de estar na vida.

O desrespeito pelo Acordo Ortográfico é propositado?

É. Somos uns Optimistas rebeldes e saudosistas. Gostamos de dizer o “p” antes do “t” quando nomeamos o nosso restaurante. Este pequeno “p” faz toda a diferença na sonoridade e na confiança com que dizemos a palavra. E o Optimismo também é confiança.

O que era este espaço antes?

Uma loja de ferragens. Vendia tornos e outras maquinarias pesadas.

Resolveram abrir para aproveitar o boom turístico ou fariam-no de qualquer modo?

A abertura de um restaurante é um sonho acalentado há muito tempo pelo Filipe e pela Rita. O ter acontecido este ano foi uma obra do acaso e do contexto, porque mais dois amigos resolveram contribuir para a realização desse sonho. Teria acontecido provavelmente de qualquer forma.

A cozinha tem algum conceito subjacente?

O conceito da nossa cozinha é muito simples: “serve no teu restaurante aquilo que gostas de comer”. Pode parecer simplista mas é a verdade: o restaurante nasce também porque queríamos prolongar noutro espaço (e permitir aos outros o acesso ao mesmo) os jantares maravilhosos que fazíamos em casa da Rita e do Filipe. Somos todos foodies e somos capazes sentir felicidade absoluta enquanto comemos, portanto da nossa cozinha saem coisas que recomendamos sem pestanejar porque é tudo aquilo que gostamos de comer. Além disso, com a entrada do André e do Pedro na equipa (os nossos chefes), as nossas ideias foram enriquecidas e transformadas pelas experiências de ambos (Rabo de Pêxe, Insólito e DOC do chef Rui Paula) e hoje a nossa carta é de comida portuguesa com algumas influências asiáticas. Um amigo que veio jantar no outro dia dizia que a nossa carta é como uma homenagem à época dos descobrimentos portugueses.

O que gosta mais a equipa de jantar no Optimista?

As opiniões aqui dividem-se, e ainda bem. A Cláudia comeria o Cabeça, Tronco e Membros todos os dias se pudesse (o prato ideal para amantes de carne de porco), o José escolheria as pataniscas de polvo com arroz malandrinho, a Rita elege o ceviche de favas como o seu favorito e o Filipe é fã do peixe do dia.

Quem assina o espaço? E qual o conceito espacial?

O design de interiores é da autoria da Rita Andringa, uma das sócias optimistas, do Atelier Andringa & Lacasta.

Houve um respeito absoluto pelo que já cá estava – os arcos de pedra, as pedras nas paredes, o chão. Tudo foi mantido. A Rita queria que de alguma forma o espaço evocasse memórias do antigo Papaçorda. Há uma intervenção artística enorme no espaço com várias peças expostas de vários artistas amigos (Valter Ventura, Márcio Vilela e Manuel Caeiro para nomear apenas alguns) e as paredes brancas foram pacientemente coloridas a preto pela Rita. O resultado final são paredes repletas de formas animais e outras formas que as pessoas podem sentar-se a adivinhar enquanto degustam a nossa comida.

O espaço também pretende ser uma provocação às pessoas – há um Unicórnio (chamada Pureza) pendurado de uma das paredes, uma peça maravilhosa feita pelo taxidermista João Fernandes – e que rapidamente faz crer os visitantes do espaço de que no Optimista tudo é possível (os Unicórnios existem mesmo). Para finalizar, há a música – desde os crooners e as suas big bands, às grandes vozes do jazz e soul femininas, passando por alguns devaneios mais pessoais de quem está a escolher a música nesse dia (haverá Sade, por exemplo…).

O Optimista tem 33 lugares e uma refeição custa em média 25 a 35 euros por pessoa, sem bebidas.

 

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