Abram a Boca e Fechem os Olhos

http://www.abramabocaefechemosolhos.com/blog-1/2018/10/8/o-optimista

 A equipa, da esquerda para a direita: Pedro Ventura, Filipe Rocha, Rita Andringa, Pedro Correia, Maria Hipólito e André Andrade.

A equipa, da esquerda para a direita: Pedro Ventura, Filipe Rocha, Rita Andringa,

Pedro Correia, Maria Hipólito e André Andrade.

Optimista: Referente ao otimismo; que manifesta confiança num bom resultado ou desenlace; confiante em relação ao futuro em geral.

É assim que o dicionário da Porto Editora define a palavra. E é assim que os mentores deste espaço olham para o projeto. A ideia de abrirem um restaurante já vinha de longe, mas quando Filipe Rocha e Rita Andringa viram esta antiga loja de motores, pensaram: vai ser aqui. E foi! A eles juntou-se Pedro Ventura, um dos outros sócios.

É a Pureza, a unicórnio, obra do taxidermista João Fernandes quem nos dá as boas vindas. As paredes, com um pé direito bastante generoso, reúnem obras de vários artistas e estão todas à venda, incluindo a tapeçaria de seis metros cedida pela empresa Ferreira de Sá.

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Mas vamos ao que realmente interessa, a carta ou melhor, as cartas. Ao almoço, todos os dias há uma carta diferente, ao jantar a oferta mantém-se inalterável. Aqui, homenageia-se a cozinha tradicional portuguesa, mas não se vive agarrado a ela, as incursões por outras gastronomias são bem-vindas. André Andrade e Pedro Correia são a dupla de chefs responsáveis por nos trazer à mesa, como entrada: Tomatada com infusão de alecrim e ovo escalfado (€5) Xerém com lingueirão em conserva e maionese de alho confitado (€6) ou os Croquetes de rabo de boi com maionese de couve kimchi à portuguesa (€6), entre outras.

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Ao jantar, a oferta reúne oito pratos principais que incluem Raviolis de bacalhau, molho de caldeirada, pimento assado e algas (€17); Peixe do dia, puré de couve flor e presunto, feijão verde salteado e couve kimchi à portuguesa (€16), Cachaço de vitela com berbigão, puré de cebola, jus de rabo de boi xerém frito e salada (€19), Bife do espelho da agulha, xerém frito, molho de cheiros, pickle de três pimentos (€19), Croquetes de rabo de boi, arroz de tomate malandrinho e salada (€14), Espetada de frango e alho francês braseado com salada de couve roxa, laranja e frutos secos (€15). Pode ainda optar pela sugestão vegetariana do chef (€14) ou pela sua especialidade, quando há (€15).

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Nas sobremesas, não há que enganar, ao almoço são quatro: Bolo de chocolate da Pureza, o Unicórnio (bolo chocolate com coulis de frutos vermelhos, amêndoa laminada e gelado de nata e manjericão) (€7), Leite creme queimado ao momento (€4), Gelado de baunilha com hortelã (€3), Fruta da época laminada com mel e amêndoas torradas (€3).

Ao jantar, sugiro a Sopa fria de calabaceira com figo, frutos vermelhos, tapioca, lima e frutos secos (€6) e o Mil-folhas de massa brick, curd de ananás, mousse de côco, chocolate e frutos vermelhos (€7).

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Fotos: Luis Ferraz

Restaurante Optimista

Rua da Boavista, 86
1200-068 Lisboa

Tel. 213 460 629
info@optimista.pt
www.optimista.pt

De terça a sexta 12h às 15h30 e das 19h às 23h.
Sábado aberto só ao jantar.

 

Optimista: o novo restaurante de Lisboa quer deixar todos felizes [in:nit]

https://nit.pt/buzzfood/restaurantes/optimista-lisboa-felizes

24/10/2017 às 15:39

Com um bolo de chocolate de duas texturas e gelado de beterraba para a sobremesa, quem é que não fica contente?

Há muitos pratos para ficar feliz à mesa/ Fotos de Optimista.
texto: Adriano Guerreiro

Um bolo de chocolate, com duas texturas, um brownie húmido, quase em ponto de mousse de chocolate servido com um coulis de frutos vermelhos e uma quenelle de gelado de beterraba. Como é que alguém pode não ficar feliz com esta sobremesa? Esta é uma das sugestões para terminar a refeição no Optimista, o novo restaurante que abriu no Cais do Sodré, em Lisboa.

Pureza, o unicórnio que faz parte da decoração do novo espaço, é também a protagonista no nome da sobremesa (5€) que é o remate perfeito no optimismo de quem escolher almoçar ou jantar ali. Cláudia, Rita, Filipe e José são os quatro amigos responsáveis pelo novo restaurante de Lisboa.

“Já todos fizemos muitas coisas na vida, fomos atrás de sonhos e sempre tivemos uma postura positiva”, explica à NiT Claudia a razão de ser do novo espaço. Rita e Filipe são um casal e convidavam sempre os amigos para grande jantares em casa. “Tinham sempre muito cuidado na apresentação dos pratos, em toda a mise in scene, e sempre lhes dissemos que deveriam ter um espaço.”

Depois de uma experiência na cafeteria do Carpe Diem, juntaram-se a mais dois amigos para abrirem o novo projeto. “A ementa é uma junção de tudo o que gostamos de comer, que depois foi trabalhados pelos dois chefs, André e Pedro Correia”, que já passaram pelo Insólito, Rabo de Peixe e pelo DOC do chef Rui Paula.

O restaurante abriu no início de outubro e já tem pratos preferidos, que fazem os clientes ainda mais felizes. É o caso dos croquetes de rabo de boi servidos com maionese de couve kimchi (6€) nas entradas. Nos pratos principais é o Cabeça, Tronco e Membros que tem sido mais pedido (16€).

“É uma homenagem ao porco, com várias partes no mesmo prato.” Tem bochechas, que foram confiadas, entrecosto, que coze durante 5 horas e tel uma salmoura de 24, e ainda um molho, o jus, preparado com o chispe.

E na sobremesa, claro que tem sido o Bolo de Chocolate da Pureza, o unicórnio (5€). Há ainda uma maçã caramelizada com massa brick (5€) ou o leite creme queimado ao momento (4€). Aos almoços há dois menus especiais. O Realista custa 12€ e inclui o couvert, um prato, bebida e café. Depois tem o Optimista (16€) e inclui couvert, uma entrada ou sobremesa, prato principal, bebida e café.

O restaurante esteve em obras durante três meses e fica numa antiga loja de ferragens. Há arco de pedra em todo o espaço que tem lugar para 35 pessoas.

Restaurante Optimista, a melhor forma de ser [in:Lisbonne Idée]

http://www.lisbonne-idee.pt/p4664-restaurante-optimista-melhor-forma-ser.html

Posted by João GALVÃO

O Optimista abre por agora e é tão bom restaurante que até verá unicórnios a espreitar sobre o copo

São quatro amigos – Cláudia, Rita, Filipe e José – que resolveram partilhar com o mundo os maravilhosos jantares que têm ao longo dos anos partilhado em privado. Depois de terem encontrado o espaço perfeito sonharam mais alto e caçaram um unicórnio. Como não resistimos a este bicho encantador, tivemos que saber mais e falámos com Cláudia Palmeiro, otimista e uma das sócias do Optimista.

Já abriu?

Vai abrir dia 21 de outubro.

Porque se chama Optimista?

O nome surgiu durante a fase de escolha de um nome para o espaço e está de acordo com a nossa forma de estar na vida. Somos Optimistas, repetimos muitas vezes para nós próprios um mantra (que é da autoria da Rita) que é “vai correr tudo bem”. Portanto, se o restaurante é uma continuação nossa e da forma como queremos estar e ser percebidos, o nome Optimista simplesmente ecoou em todos como uma epifania. E logo de seguida decidimos ter um Unicórnio no espaço, e isto também é representativo do tipo de pessoas que somos e da forma como queremos que este espaço seja uma expressão da nossa forma de estar na vida.

O desrespeito pelo Acordo Ortográfico é propositado?

É. Somos uns Optimistas rebeldes e saudosistas. Gostamos de dizer o “p” antes do “t” quando nomeamos o nosso restaurante. Este pequeno “p” faz toda a diferença na sonoridade e na confiança com que dizemos a palavra. E o Optimismo também é confiança.

O que era este espaço antes?

Uma loja de ferragens. Vendia tornos e outras maquinarias pesadas.

Resolveram abrir para aproveitar o boom turístico ou fariam-no de qualquer modo?

A abertura de um restaurante é um sonho acalentado há muito tempo pelo Filipe e pela Rita. O ter acontecido este ano foi uma obra do acaso e do contexto, porque mais dois amigos resolveram contribuir para a realização desse sonho. Teria acontecido provavelmente de qualquer forma.

A cozinha tem algum conceito subjacente?

O conceito da nossa cozinha é muito simples: “serve no teu restaurante aquilo que gostas de comer”. Pode parecer simplista mas é a verdade: o restaurante nasce também porque queríamos prolongar noutro espaço (e permitir aos outros o acesso ao mesmo) os jantares maravilhosos que fazíamos em casa da Rita e do Filipe. Somos todos foodies e somos capazes sentir felicidade absoluta enquanto comemos, portanto da nossa cozinha saem coisas que recomendamos sem pestanejar porque é tudo aquilo que gostamos de comer. Além disso, com a entrada do André e do Pedro na equipa (os nossos chefes), as nossas ideias foram enriquecidas e transformadas pelas experiências de ambos (Rabo de Pêxe, Insólito e DOC do chef Rui Paula) e hoje a nossa carta é de comida portuguesa com algumas influências asiáticas. Um amigo que veio jantar no outro dia dizia que a nossa carta é como uma homenagem à época dos descobrimentos portugueses.

O que gosta mais a equipa de jantar no Optimista?

As opiniões aqui dividem-se, e ainda bem. A Cláudia comeria o Cabeça, Tronco e Membros todos os dias se pudesse (o prato ideal para amantes de carne de porco), o José escolheria as pataniscas de polvo com arroz malandrinho, a Rita elege o ceviche de favas como o seu favorito e o Filipe é fã do peixe do dia.

Quem assina o espaço? E qual o conceito espacial?

O design de interiores é da autoria da Rita Andringa, uma das sócias optimistas, do Atelier Andringa & Lacasta.

Houve um respeito absoluto pelo que já cá estava – os arcos de pedra, as pedras nas paredes, o chão. Tudo foi mantido. A Rita queria que de alguma forma o espaço evocasse memórias do antigo Papaçorda. Há uma intervenção artística enorme no espaço com várias peças expostas de vários artistas amigos (Valter Ventura, Márcio Vilela e Manuel Caeiro para nomear apenas alguns) e as paredes brancas foram pacientemente coloridas a preto pela Rita. O resultado final são paredes repletas de formas animais e outras formas que as pessoas podem sentar-se a adivinhar enquanto degustam a nossa comida.

O espaço também pretende ser uma provocação às pessoas – há um Unicórnio (chamada Pureza) pendurado de uma das paredes, uma peça maravilhosa feita pelo taxidermista João Fernandes – e que rapidamente faz crer os visitantes do espaço de que no Optimista tudo é possível (os Unicórnios existem mesmo). Para finalizar, há a música – desde os crooners e as suas big bands, às grandes vozes do jazz e soul femininas, passando por alguns devaneios mais pessoais de quem está a escolher a música nesse dia (haverá Sade, por exemplo…).

O Optimista tem 33 lugares e uma refeição custa em média 25 a 35 euros por pessoa, sem bebidas.

 

Optimista: unicornios, plantas tropicales y exquisita cocina portuguesa [in:Condé Nast Traveler]

A Maria Crespo da Condé Nast Traveler veio ao Optimista e resolveu escrever sobre a experiência. Escreveu coisas boas e bonitas. E nós queremos partilhá-las convosco.

Texto Publicado el 17.10.2017

Necesitamos espacios para reivindicar la utopía y abandonarnos al placer (artístico y gastronómico) compartido. Así es el sueño de cuatro amigos, Rita, Filipe, José y Claudia. Bienvenidos al restaurante lisboeta Optimista.

Pureza no pasa desapercibido a los vecinos que atraviesan la rua da Boavista. Una zona de antiguas imprentas y pequeñas fábricas en la que están surgiendo proyectos interesantes como escuelas de diseño, estudios de publicidad, la cafetería Dear Breakfast (Gaivotas 17) o el restaurante especializado en cocina vegetariana, vegana y crudívora, Água no Bico (Gaivotas 8). Pero volvamos a Pureza, el unicornio que preside este nuevo proyecto de la capital lusa.

“Nosotros nos llamamos optimistas por los cuatro costados, por eso queríamos que el unicornio fuese el símbolo del optimismo y que la gente que viniera al restaurantes se sintiera más feliz. En Portugal no hay tradición de taxidermia y es algo que me interesaba mucho mostrar en el restaurante”, explica Rita Andringa, diseñadora de interiores y una de las social del proyecto.

Optimista es un espacio abovedado, con arcos de piedra y paredes blancas con relieves que escoden siluetas de animales (“los descubrimos al perfilar con un pincel la textura original de la pared”, recuerda Andringa), con mesas de piedra (sin mantel), texturas tropicales y tonos rosas instagrameables.

“Es un homenaje a Pap’Açorda, un restaurante en el Barrio Alto de Lisboa que fue un icono del chic en Portugal”, recuerda, refiriéndose al Pap’Açorda de siempre, que acabaría trasladándose a la Avenida 24 julho con una esencia diferente. “Cuando era pequeña pensaba, si algún día tengo un restaurante será como el Pap’Açorda”.

Claudia, veterinaria en su vida anterior a Optimista, propone los aperitivos: tomadata (típica de Alentejo) con infusión de romero y huevo escalfado, ceviche de alubias, pataniscas de pulpo con cebolla rosa encurtida y, como guiño al cariño de la casa a Jerez de la Frontera, croquetas de rabo de toro sobre una mayonesa de kimchi a la portuguesa.

Déjate aconsejar y refréscate con nuevos sabores. “Queríamos que los vinos fuesen de personas con las que nosotros nos identificamos, que fuesen verdaderamente experiencias que sorprendan”, cuenta la diseñadora.

Poco a poco los tonos celestes y pistachos se cuelan entre las piernas, salpican las paredes (en obras de arte que también están a la venta) y van calando nuestros poros. Por un instante, el mundo parece un jardín donde la belleza se admira y se disfruta a bocados. Es hora del plato principal.

No te vayas sin probar su ‘ensopado do mar’ (bacalao, ajo, cilantro, puerro, algas kombu, huevo escalfado y el caldo de pescado japonés conocido como dashi) y su ‘cabeça, tronco e membros’ (distintas partes del cerdo en su salsa, acompañadas de puerro, apio en dos texturas, setas shimeji y espinacas), un equilibro de sabores que (avisado estás) puede causar adicción.

POR QUÉ IR

Estamos ante uno de los proyectos más interesantes de la temporada. Mimo y creatividad, la vida era eso, ¿verdad?

EXTRAS

Sus postres. Terminar con un punto dulzón será (casi) obligatorio.

EN DATOS:

Dirección: Rua da Boavista 86 (Lisboa)

Teléfono: +351 21 346 0629

Este restaurante é para optimistas [in:TimeOut]

Cláudia, Rita e Filipe acreditam que o unicórnio é o animal que melhor representa o optimismo. Por isso, quando finalmente abriram um restaurante – um sonho de três amigos e uma forma de dar vazão aos jantares que aconteciam regularmente em casa de Rita e Filipe, os responsáveis pela cafetaria do Carpe Diem Arte e Pesquisa – puseram um unicórnio a receber os clientes. Chama-se Pureza e é a mascote do Optimista, o novo restaurante do Cais do Sodré.

A primeira fase foi perguntar a amigos se entrariam num restaurante que se chama Optimista. Responderam-lhes que “o optimismo é a melhor receita”. Dito e feito. O desafio foi, então, passar de refeições ligeiras numa cafetaria para almoços e jantares todos os dias da semana, com uma carta fundamentalmente fixa, que privilegia os produtos frescos e sazonais.

Na cozinha estão dois chefs jovens, com formação asiática, que já passaram pelo Rabo de Pêxe e pelo Insólito e introduziram alimentos como algas numa carta portuguesa. “Temos uma carta portuguesa mas com muitas influências dos sítios por onde os portugueses passaram”, continua Cláudia. O ensopado de mar (12€) é um dos melhores exemplos: “No fundo é uma sopa alentejana: tem pão, bacalhau, alho francês, coentros e depois tem umas tiras de alga lá pelo meio. É subtil. A alga traz um sabor de maresia”, acrescenta Filipe.

A ideia é transversal a toda a carta, quer pelo uso de determinados ingredientes, quer pela reinvenção de determinado prato. Para entradas, ou para ir picando, há um ceviche de favas (6€), uma tomatada com infusão de alecrim e ovo escalfado (5€), pataniscas de polvo com pickle de cebola roxa (6€) e croquetes de rabo de boi com maionese kimchi à portuguesa (6€). Nos pratos principais, além do ensopado de mar, há sempre um prato de peixe do dia, com puré de couve-flor e bacon, feijão verde salteado e couve kimchi (16€), um rosbife com couve braseada, migas de batata doce e molho chimichurri (17€) ou um prato que é uma ode ao porco. Chama-se cabeça, tronco e membros e tem bochecha de porco, entrecosto e jus de chipe, acompanhado com aipo e espinafres (16€). Este é, também, um dos pratos de slow cooking – demora cerca de sete horas a fazer, até a carne se despegar do osso.

Nas sobremesas há leite creme queimado no momento (4€) e maçã caramelizada em cesto de massa brick com gelado e butterscotch (5€). Estão ainda a testar uma receita de bolo de chocolate de Maria de Lourdes Modesto para acrescentar à lista quando o período de soft opening chegar ao fim.

O restaurante fica no piso térreo da galeria de arte Plataforma Revólver. Mas não foi só um acaso feliz, os três amigos queriam realmente um lugar em que se mantivesse essa ligação à arte, como na cafetaria do Carpe Diem. “Não temos uma ligação directa com o projecto do piso de cima mas temos uma proximidade emocional com as artes, com o que está na parede. Isto é uma constante nas nossas vidas”, explica Filipe.

O próprio trabalho de restauro do espaço foi uma bela obra. Era uma loja de materiais de ferragens em muito mau estado, contam. Mantiveram tudo o que era portas para não descaracterizar o sítio, pintaram uma parede de rosa e as da sala de refeições têm formas e texturas (se for com miúdos, desafie-os a encontrar animais nas paredes). “O restaurante em si é uma obra de arte, não só pelo trabalho de restauração. É quase como se fosse um museu contemporâneo onde se pode vir comer”, diz Cláudia, apontando para os quadros pendurados na parede, obras de arte de amigos artistas que vão estar sempre em rotação. Na parede à entrada, há uma quadrícula com uma instalação de begónias, feitas por Rita. Daqui a uns meses, as obras mudam.

O espaço

Os interiores do restaurante foram desenhados pela Rita Andringa, Arquitecta de Interiores, Optimista incurável e uma das metades do atelier Andringa&Lacasta. Quando chegámos ao 86 da rua da Boavista, encontrámos uma moldura de espaço fantástica: mármores preciosos nas paredes, umas arcadas de pedra imponentes e um pé direito inspirador. Ao longo de todo o processo criativo, a Rita quis preservar a história e as memórias do espaço, e isso é visível em alguns pormenores (encontrámos um cofre na parede de um dos arcos e fizemos questão de não o tapar). No entanto, também queríamos contar pequenas histórias só nossas e evocar sensações específicas em quem nos visita. Quando entram no Optimista, são saudados pela Pureza, um Unicórnio que garante todos os dias que, naquele espaço, tudo é possível. No Optimista vive-se de acordo com a máxima sonhadora, “when in doubt… be a unicorn.”

As cores escolhidas, alegres e vibrantes, recordam-nos que a vida é feita de pequenos pormenores que influenciam a forma como nos sentimos. Nas paredes do Optimista, a Rita colocou imagens que despertam percepções que podem ser contrárias à realidade, levando-nos mais uma vez a considerar que a nossa imaginação é um recurso maravilhoso para a felicidade.