#Coolunch com Leonor Dias da Vodafone: “Com o 5G não vou esperar por nada” [in:ECO]

#Coolunch com Leonor Dias da Vodafone: “Com o 5G não vou esperar por nada”

Especial por: Vanda Jorge

“I think it is possible for ordinary people to choose to be extraordinary”, Elon Musk

No restaurante Optimista com Leonor dias, Diretora de Marca Vodafone

Num texto recente dentro do projeto “The Art of Optimism” da Time, Guillermo del Toro, que em 2018 venceu o Óscar de melhor realizador com o filme “The Shape of Water”, escrevia que “a escolha mais radical e rebelde que se pode fazer é ser otimista. É a escolha mais difícil, a mais corajosa. Optimism is not uncool; it is rebellious and daring and vital” escreveu.

E foi essa rebeldia que tivemos quando convidámos a Diretora de Marca da Vodafone para um #Coolunch, precisamente no Optimista. Um restaurante rebelde q.b. que não aceitou as regras do acordo ortográfico, que é poesia, que é arte, que é sonho e que ousou definir-se a si próprio como um lugar otimista. Nas paredes estão obras de vários autores, todas à venda, um espaço em permanente mudança, se o mercado assim o ditar. How cool and daring is that?

“Escolhemos o Optimista por acharmos que a Leonor e a Vodafone são otimistas” … e surge a primeira gargalhada, que quem a conhece, reconhece ao longe. Leonor Dias confessa que é uma otimista por natureza. “Acho que é verdade e confesso que achei muita graça ao nome do restaurante” começa por dizer, concordando que o otimismo está também no ADN da sua marca.

“Uma das coisas que norteou o posicionamento da Vodafone, em novembro de 2017, era precisamente haver necessidade de marcas com uma perspetiva positiva sobre a vida. Numa altura em que havia uma certa falência, em que as pessoas não acreditavam nas antigas instituições — seja na política, na economia, nas forças de segurança — acho que estavam todas descrentes” diz Leonor Dias, acrescentado que se as referências que existiam estavam a ser postas em causa, “num mundo com grande instabilidade, com atentados, com tudo o que estava acontecer, havia a necessidade de alguém, e que podia ser uma marca, que te dissesse ‘vai tudo correr bem’, que te desse aquela sensação de conforto ao dizer ‘nós estaremos cá para ajudar ao longo do processo’”.

A palavra otimismo esteve em todas as discussões sobre o novo posicionamento lançado em outubro de 2017 e o approach foi sempre colocar a tecnologia ao serviço de um mundo melhor. O nosso brand promise é connecting everybody to live a better today and build a better tomorrow.

Leonor Dias

Um brand promise que, segundo a responsável da Vodafone, não desliga a tecnologia do humanismo. Existe para vidas mais realizadas e simples. Numa altura em que as pessoas querem marcas próximas e que lhes facilitem a vida, se não permitem o do it yourself, o self-assessment ou o self-care, quando não há tempo para descodificar, as marcas são obrigadas a reinventarem-se. “Neste momento estamos a passar por um processo de transformação interna brutal em termos do digital, que nos obriga a pensar de forma diferente, a trabalhar de forma diferente, a colaborar de forma diferente. Ainda hoje tivemos uma espécie de digital internal summit em que vimos um lançamento que permite subscrever o serviço fixo on-line, sem interação humana. Ainda é um piloto mas é uma coisa que galvanizou imensas áreas da empresa e para o qual estamos a trabalhar. E eu acho isso é pensar no cliente” revela.

Leonor Dias é uma mulher no mundo da tecnologia desde 2003. Assume-me telemóvel-dependente, uma extensão de si própria e o único objeto que não se esquece quando sai de casa. Se recebe os relatórios semanais com o tempo passado frente ao ecrã? Responde: “eu não os vejo para não me assustar. Mas para responder à tua pergunta, sim, sou super otimista, tenho a felicidade de fazer todos os dias o que gosto. Estou há muitos anos nesta área, quando a encontrei nunca mais a larguei” diz, elencando outros motivos. “Estou sempre falling In love pelo próximo desafio, tenho a felicidade de ter uma equipa muito gira, pessoas com perfis muito distintos mas que vestem a camisola de uma forma que eu valorizo muito porque às vezes dão o tempo que eu sei que não têm. É uma empresa que acaba por te valorizar e se preocupar genuinamente contigo, tem esse fator humano também para dentro” explica.

Esse extra mile é sentido pelos clientes e quando trabalho venho com o sorriso na cara, digo bom dia a todos, já nos conhecemos muito bem porque estamos 300% ligados. Tem que haver mais marcas otimistas no mundo.

Leonor Dias

Hoje as marcas tecky (que podiam criar pouco engage por serem tecnológicas) começam a ser das mais admiradas a nível mundial — Apple, Google, Amazon, Facebook, WhatsApp, you name it, — e ultrapassam as da old economy. “Ninguém se separa do seu iPhone ou do seu Samsung e mesmo a Google tornou-se incontornável, não precisa de fazer a típica publicidade porque é igual ao nome da categoria, apropriou-se e é engraçado vermo-nos nesta Era. Não nos conseguimos desligar destas marcas. Por exemplo, a Apple teve a capacidade de criar um produto de tal modo revolucionário que quase não precisava de fazer a publicidade tradicional porque só as apresentações do Steve Jobs faziam publicidade para uma marca inteira, e é engraçado como os CEO são uma ótima marca, mas é uma coisa ainda pouco estudada”.

Tenho a sorte de trabalhar com líderes que me inspiram, é provavelmente a coisa que mais valorizo. Se tivesse que escolher um fator que mais me motiva se calhar, mais do que o que faço, é com quem.

Leonor Dias

Começou a trabalhar aos 22 anos na Boston Consulting Group mas, conta, com a cara de uma miúda que aparentava pouco mais de 17. É por isso que, ao fim de mais de duas décadas de dedicação à tecnologia, e com muitos episódios que a marcaram, o primeiro dia continua a ser um dos momentos mais importantes da sua vida. O seu momento “make it or break it recorda.

“As consultoras fazem apresentações muito seniores ao nível da administração, naquele caso era a administração de um banco. Entrei na sala do conselho de administração, no meu primeiro dia, e lembro-me perfeitamente do cliente se referir à equipa no geral, e apontou para mim em particular, e diz, ‘estava à espera de uma equipa jovem, mas não tão jovem’. Fiquei encavacada e lembro-me, na altura, coradíssima de pensar ‘I’m gonna prove you´re wrong’. Foi uma experiência fantástica a todos os níveis e desafiante, mas aquele fator foi um pouco make it or break it, porque podia também ter-me provocado desânimo, mas eu luto contra as contrariedades”.

Se por acaso alguma coisa que surge não me facilita a vida eu uso isso para um turn it around. Daí o otimismo, penso sempre ‘isto não está bem mas vai ficar ótimo’. [E dá uma gargalhada?] “Dou, é giro porque saí de empresas que ao fim de umas semanas me diziam ‘faz cá falta a tua gargalhada’.

Leonor Dias

Um artigo recente publicado pela Warc tinha como título “How 5G could transform marketing and beyond”, e recupera as palavras de John Donovan, CEO da AT&T Communications na CES 2019, referindo-se ao 5G como umgame-changer, com a conectividade a ter o potencial para transformar tudo, desde a realidade aumentada à publicidade em outdoor, que deverá passar a ser relevante para quem passa por ela.

Por cá, também o 5G é o grande tema do ano das operadoras. “Acho que vamos todos fazer um esforço para lançar o 5G e mostrar que é pertinente na vida das pessoas, sobretudo na nova geração, a forma como consome conteúdos hoje em dia põe em causa muitas das tradicionais maneiras de consumir. Atualmente, o telemóvel domina tudo o que é streaming, download de conteúdos, tudo o que é chamadas por WhatsApp, Skype, e o 5G vai trazer muitas vantagens”. Vantagens mas também um grande investimento para as telecoms, “um daqueles investimentos que tens que fazer as contas certas para ver se compensa mas, o que é certo, é que em termos de posicionamento de marca não é uma hipótese estar fora, tens que estar dentro e com fully commitment” explica a responsável da Vodafone.

E se a Warc fala em transformação, nomeadamente na área em que trabalha — o marketing –, Leonor Dias diz que essa transformação já começou e que agora só pode acelerar. “A forma como hoje em dia somos desafiados a comunicar já é digital first e isso, quer queiras quer não, está a provocar uma revolução. E quando digo revolução não estou a ser exagerada, estou a ser honesta, porque não estamos habituados a consumir ideias criativas para o digital em primeiro lugar, estamos habituados a conceber para um spot de radio, um anúncio de TV, o facto de a comunicação ser digital native, o teres que condensar num quadradinho o que queres dizer e de forma punchy que não seja alvo de ad blockers ou scroll, lança-nos desafios inimagináveis para sermos relevantes”.

Se o 5G vai exigir mais aos marketeers? Vai, tudo vai ser mais rápido, eu não vou esperar por nada, vou descarregar tudo à velocidade da luz, vou ver só aquilo que quero e isso no limite, estruturalmente, pode pôr em causa a indústria da publicidade tal como a vivemos.

Leonor Dias

Talvez se vivam dos tempos mais divertidos de sempre. “Sim, sem dúvida, divertidos porque não se sabe o que vem a seguir, mas há um paralelo com a comunicação social, tem que haver um 5G da informação. E são tempos divertidos pela imprevisibilidade, ninguém pode ter a certeza de nada. Ao mesmo tempo que a minha marca está cada vez mais no digital — e isso é cada vez mais prioritário –, eu enquanto marketeer não consigo deixar de achar que a rua é extremamente complementar a tudo aquilo que ando a fazer no digital” reflete com otimismo.

Tudo começou no Optimista e acaba no otimismo, ou vice-versa.

Optimista | A Cidade na ponta dos dedos l Sancha.Co

Optimista

OPTIMISTA

‘sempre chegamos onde nos esperam’
‘we always arrive where we are expected’

Se este restaurante fosse uma galeria de arte não me espantava. Respira estética e impõe-se na oferta de Lisboa com grande mestria, por ser um espaço lindo de cair para a banda com um serviço muito cuidado. Neste abrir dos panos, confesso as minhas desculpas pela demora da minha visita, mas acredito que na vida, tal como o Saramago bem escrevia, ‘sempre chegamos onde nos esperam’. E diria que foi na hora certa com o ‘optimismo’ ao alto.

Com morada no número oitenta e seis da Rua da Boavista, podia ser apenas um restaurante ali nas zonas do Cais do Sodré, mas é muito mais do que isso. E aqui a minha segunda redenção, esta foi uma das melhores experiências que poderia ter tido nos primeiros meses do ano.

Mas comecemos pelo início. No início havia o sonho da Rita Andringa e do Filipe Rocha e o espaço revela isso com a presença da Pureza, um ousado Unicórnio que abençoa o espaço. Aos dois sonhadores juntou-se Pedro Ventura e juntos criaram este restaurante que respira boas vibrações por todo o lado. Estava feita a aliança, um gestor, uma designer de interiores de rasgo e um financeiro, para criarem um dos restaurantes com mais corpo de Lisboa. Não sei se me faço entender com esta ideia corporal, mas o Optimista é uma experiência que deslumbra no seu todo, com todas as sensações que uma grande prova merece.

If this restaurant were actually an art gallery it would not surprise me at all. It oozes aesthetic and imposes itself on the Lisbon scene with great mastery, by being a beautiful space with the most attentive service. Laying my cards on the table, I must confess my apologies for my delayed  visit, but I believe that in life, as Saramago well wrote,  ‘we always arrive where we are expected’.  And I would say that it was a timely visit with ‘optimism’ in the air.

Located at number eighty-six on the Rua da Boavista, it could just be any old restaurant around Cais do Sodré, but it’s much more than that. And here my second redemption – this was one of the best experiences I could have had in the first months of the year.

But let’s start at the beginning. At the beginning there was  Rita Andringa and Filipe Rocha’s dream – and the space reveals this with the presence of Purity, a daring Unicorn that blesses the space. Pedro Ventura then joined these two dreamers and together they created this restaurant that exudes good vibrations everywhere. The alliance was formed – a manager, an interior designer and a financier, to create one of the most corporeal restaurants in Lisbon. I do not know if I can make myself understood with this corporal idea, but the Optimist is an experience that dazzles in its entirety, with all the sensations that a great tasting session deserves.

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Menciono a ideia de corpo mas também de presença, porque é impossível não nos sentimos bem nesta experiência ‘Optimista’. Todos os pratos têm uma razão de ser, há sempre uma história por trás, num processo criativo espontâneo do qual resultam receitas surpreendentes que conjugam sabor e textura. Tudo isto ao ritmo do que existe disponível no Mercado da Ribeira, onde o Optimista se abastece, para fazer acontecer um dos restaurantes mais especiais da cidade.

Numa antiga loja de motores eléctricos e com projecto de arquitectura assinado por Jorge Guimarães e pela sócia também designer de interiores, Rita, os interiores apresentam características bem portuguesas. O lambril em pedra, os arcos, o mosaico hidráulico do pavimento, misturam-se com a fauna, a flora, objectos de arte (todos lindos de querer leva-los para casa) e alguns pormenores insólitos, como o Unicórnio e outros pequenos pormenores que prefiro não revelar para não interferir com a surpresa.

I mention the idea of body but also of presence, because it is impossible not to feel well in this ‘optimistic’ experience. All the dishes have a raison d’etre, there is always a story behind them, in a spontaneous creative process from which come surprising recipes that combine flavour and texture. All this to the rhythm of what is available in the Ribeira Market, from where the Optimist sources its supplies, to bring to life one of the most special restaurants in the city.

Set in an old electric motor shop, with architecture signed by Jorge Guimarães and the interior design partner, Rita, the interiors present very Portuguese characteristics. The lamella in stone, the arches, the mosaic on the hydraulic floor, all mixed with fauna, flora, pieces of art (all beautiful enough to want to take home) and some unusual details, such as the Unicorn and other small details which I prefer not to reveal so as not to take away the surprise.

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Um dos objectos mais marcantes é uma tapeçaria lindíssima de seis metros que ocupa uma parede inteira, cedida pela empresa Ferreira de Sá que produz peças assinadas pelo Frank Gehry, Álvaro Siza ou a Nini Andrade e Silva. A contrariar a rigidez da pedra e o pé direito alto, estão as grandes e confortáveis almofadas em linhos de várias cores, com destaque para um coral vibrante (não podia estar mais na moda, já que a Pantone a destacou como a cor do ano) e que inunda o espaço de optimismo.

One of the most striking objects is a beautiful six-meter long tapestry that occupies an entire wall, provided by the Ferreira de Sá company that produces pieces signed by Frank Gehry, Álvaro Siza and Nini Andrade e Silva. To counteract the stiffness of the stone and the high ceilings, large, comfortable linen pillows of various colors, with a vibrant coral tone (which could not be more fashionable, as Pantone highlighted it as the color of the year) that floods the space of optimism.

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Na cozinha, os chefs André Andrade e Pedro Correia orquestram este cenário que respira arte na sala, mas também na cozinha, separada apenas por um vidro. Receitas tradicionais portuguesas elogiam as viagens dos portugueses pelo Mundo revisitando os nossos ingredientes mais queridos como o Bacalhau, estufados, ensopados ou tempuras, enriquecidos com ingredientes de outras origens e exóticos, como as algas ou o kimchi. A missão é clara: fazer uma cozinha de base portuguesa e polvilha-la com ingredientes do Mundo, sem perder a identidade nacional.

In the kitchen, chefs André Andrade and Pedro Correia orchestrate a scene that brings art into the dining room as well as the kitchen, the two separated only by glass. Traditional Portuguese recipes pay tribute to the voyages of the Portuguese around the World, revisiting our most beloved ingredients such as Cod, stews or tempuras, enriched with exotic ingredients from other origins, such as algae or kimchi. The mission is clear: create a Portuguese-based cuisine sprinkled with ingredients from the World, without losing its national identity.

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No que provei, uma Tábua portuguesa com certeza, com uma selecção de entradas para partilhar com contastes de sabores, que vão das Bolas de arroz recheadas de queijo da ilha às Ostras. Obrigatórios são os Croquetes de rabo de boi e maionese de couve kimchi à portuguesa. Em jeito de surpresa o chef trouxe à mesa um Pica Pau de berbigão com molho de Bulhão Pato que estava divinal. Mas o Bife do espelho da agulha, xerém frito, molho de cheiros, pickle de três pimentos confirmou crescente sinfonia da qualidade do ingredientes. Nas sobremesas um mais do que perfeito Mil-folhas de massa brick, curd de ananás, mousse de côco, chocolate e frutos vermelhos. Muito original, delicado e surpreendente.

From what I tasted, it was a Portuguese Table for sure, with a selection of starters to share with contrasting flavours, ranging from the rice balls stuffed with cheese to the Oysters. The Oxtail and Portuguese style kimchi mayonnaise croquettes are an absolute must! Surprisingly, the chef brought a cockle ‘Pica Pau’ with a Bulhão Pato sauce to the table, which was divine. But the Needle Mirror Steak, fried xerém, fragrant sauce, three pepper pickle confirmed the increasing quality of the symphony of ingredients. Among the desserts was a more than perfect mille feuille of brick dough, pineapple curd, coconut mousse, chocolate and red berries. Very original, delicate and amazing.

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Com a certeza de que o ‘Optimismo é a melhor receita’ – frase de Louis-Albert de Broglie, um amigo da casa – aqui deixo o convite de uma visita urgente, a um dos restaurantes que mais gostei de conhecer na Lisboa do últimos tempos. A simpatia da Maria fará as honras desta morada surpreendente ao lado dos chefs André Andrade e Pedro Correia que insistem em vir à mesa explicar as suas criações. Com o optimismo ao alto, este é mesmo um restaurante obrigatório na capital, para ir e sentir com a certeza que terá uma experiência especial, orquestrada por uma equipa de excelência que eleva as boas vibrações ao alto, como tão bem merece a grande benção de estarmos vivos.

And with the certainty that ‘Optimism is the best recipe’ – a phrase from Louis-Albert de Broglie, a friend of the house – I invite you to make an urgent visit to one of the restaurants I have most enjoyed in Lisbon in recent times. No amount of praise will do justice to this amazing venue where the chefs André Andrade and Pedro Correia insist on coming to the table to explain their creations. And it is with much optimism that I relish this contagious sensation that reveals that this is now a compulsory restaurant on the capitals dining scene, where you can go and feel with certainty that you will have an real experience with a team focused on excellence and with a great vibe.

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© photos Luíz Ferraz e Sancha.CoO que adorei
A estética irrepreensível, os sabores invulgares e a simpatia da equipa.
O que melhorava
Nada a aclamar 😉

What I loved
The impeccable aesthetics, the unusual flavors and the friendliness of the team.
What could improve
I have nothing to add 🙂 

 

Restaurantes em Lisboa a experimentar (desde sushi a italianos e muito mais) [in:saver viver]

https://www.saberviver.pt/bem-estar/restaurantes-e-bares/restaurantes-lisboa-experimentar/

A sua lista de restaurantes a ir já está praticamente riscada? Não se preocupe que temos mais sítios para incluir no seu roteiro gastronómico. Agarre nos talheres (ou nos pauzinhos) e vá a estes restaurantes em Lisboa.

Acidade está a tramar-nos. Todos os meses abre em cada esquina de Lisboa um restaurante novo que nos dá vontade de lá ir assim que as portas abram. Bem, na verdade, nós não vamos facilitar.Juntámos neste artigo todas as novidades para todos os tipos de gosto.

Para os carnívoros, vegetarianos, doceiros, os falsos italianos que não dispensam uma boa massa, ou ainda para os que eram capazes de comer sushi todos os dias, temos uma lista (bem recheada) de menus bons para provar.

(…)

Optimista

O nome convida a entrar, a decoração a ficar e a ementa de raiz portuguesa faz o resto, ou seja, dá-lhe sabor. Primeiro, destacam-se os arcos e o lambril em pedra, depois, as várias obras de arte, que estão à venda e fazem parte da decoração assinada por uma das proprietárias, Rita Andringa.

Passemos agora à comida, feita a quatro mãos peloschefs André Andrade e Pedro Correia, que tem como base a nossa gastronomia, mas com incursões por outros pontos do mundo.

© D.R.

Há uma carta ao almoço e outra ao jantar no Optimista. Provámos e aprovámos a tomatada com infusão de alecrim e ovo escalfado (5€); o xerém com lingueirão em conserva e maionese de alho confitado (6€) e os croquetes de rabo de boi com maionese de couve kimchi à portuguesa (6€). Para prato principal, escolhemos um frango de fricassé e para finalizar em beleza, um mil-folhas de massa brick, curd de ananás, mousse de coco, chocolate e frutos vermelhos.

Onde: Rua da Boavista, 86, Lisboa
Quando: De terça a sexta-feira, das 12h às 15h30 e das 19h às 23h; sábado aberto só ao jantar
Telefone: 21 346 06 29


(…)

Almoçar no Optimista, o restaurante de onde se sai de sorriso nos lábios (e barriga cheia) [in:máxima]

https://www.maxima.pt/lifestyle/viagens—gourmet/detalhe/20190104_1742_o-que-fazer-este-fim-de-semana

Por Rita Silva Avelar, 04.01.2019

O que fazer este fim de semana?

Desde provar iguarias frescas junto ao Tejo a assistir a novos espetáculos, há programas para toda a família nos próximos dias.

Almoçar no Optimista, o restaurante de onde se sai de sorriso nos lábios (e barriga cheia)

Há um ano, o 86 da rua da Boavista, Lisboa, rejuvenesceu como uma novidade: tornou-se a morada do restaurante Optimista. Um espaço que nasce da ambição de Filipe Rocha (engenheiro informático) e Rita Andringa (designer de interiores e proprietária do Atelier Andringa & Lacasta) em dar vida à paixão gastronómica que partilham. Das entradas destacamos a tomatada com infusão de alecrim e ovo escalfado (€5), xerém e lingueirão em conserva e maionese de alho confitado (€6), pica-pau com berbigão e molho do bulhão pato (€8) ou croquetes de rabo de boi e maionese de couve kimchi à portuguesa (€6). A ementa varia todos os dias ao almoço: por exemplo, à terça-feira há porco com amêijoas e batata doce (€10), à quarta há massada de corvina (€10), à quinta há arroz cremoso de cogumelos e espargos (€10) e à sexta-feira peixinhos da horta com arroz de espinafres e salada (€10).

Ao jantar, as sugestões fixas incluem os saborosos raviolis de bacalhau, molho de caldeirada, pimento assado e algas (€17), o bife do espelho da agulha, xerém frito, pickle de três pimentos (€19) ou o cachaço de vitela com berbigão, puré de cebola, jus de rabo de boi xerém frito e salada (€19). Para sobremesa, indispensável pedir a sopa fria de calabaceira com figo, frutos vermelhos, tapioca, lima e frutos secos (€6) ou o já emblemático bolo de chocolate da Pureza, o Unicórnio (que é, na verdade, um bolo de chocolate com coulis de frutos vermelhos, amêndoa laminada e gelado de nata e manjericão).

Onde? Rua da Boavista, 86, Lisboa Quando? De terça a quinta-feira, das 12h às 15h30 e das 19h às 24h, e de sexta-feira a sábado das 12h às 15h30 e das 19h à 1h (cozinha fecha às 23h). Como reservar? 21 346 0629

Harmonia que transcende [in:ROOF 17]

Optimista

HARMONIA QUE TRANSCENDE

 

Há lugares que toda a gente deveria visitar. Há pessoas que todos deveriam conhecer. Foi isso que sentimos quando visitámos o Optimista e conhecemos Rita Andringa e Filipe Rocha. O nome do restaurante, que abriu em 2017 no Cais do Sodré, em Lisboa, antecipa o que lá podemos experienciar. Segundo o dicionário, otimista é “relativo ao otimismo” que, por sua vez, refere-se ao “costume ou sistema de achar que tudo é ou resultará o melhor possível”. Depois de conversarmos com Rita e Filipe percebemos o porquê desta escolha. E também percebemos que tudo ali é feito com muito amor. O casal, com a ajuda preciosa de Pedro Ventura – o terceiro elemento desta parceria – deu lugar, e cara, a um sonho. Dos pratos à decoração, da banda sonora às peças de arte, tudo habita perfeitamente.
(…)

Publicado na ROOF 17

 

 

Texto: Isadora Faustino
Fotos: Luís Ferraz

7 novidades entre Porto e Lisboa para comer e chorar por mais [in:observador]

Diogo Lopes/Observador

Rua da Boavista, 86, Lisboa (Cais do Sodré); Das 12h às 14h30 e das 19h às 23h (sábado das 18h às 00h, domingo e segunda fecha); 213 460 629; 30€ (preço médio)

Rita Andringa e Filipe Rocha sempre gostaram de cozinhar. Entre as jantaradas em sua casa e as refeições ligeiras que serviam na cafetaria do Carpe Diem Arte e Pesquisa, chegaram à conclusão que queriam levar tudo isto mais a sério e partir para um restaurante “a sério”, que servisse almoços e jantares todos os dias. Assim nasceu este Optimista, a mais recente casa de comidas da faixa quase neutra entre as zonas do Cais do Sodré e Santos.

Com uma dupla de cozinheiros (André Andrade e Pedro Correia) à frente do receituário moderno mas muito ligado à tradição portuguesa e suas influências estrangeiras, os pratos deste Optimista começaram a servir obras de arte tão especiais quanto as que aparecem penduradas nas paredes — a componente “Arte” foi muito importante para Rita, que decorou o espaço inspirada no Pap’Açorda, um dos seus restaurantes favoritos — desta antiga loja de motores agrícolas. Tanto nos menus de almoço mais condensados como nas versões para jantar mais extensas é possível encontrar pratos como o bife do espelho da pá na pedra com xerém frito e, ovo a baixa temperatura e pickles (19€), a tomatada com infusão de alecrim e ovo escalfado (5€) ou a feijoada de choco com arroz (10€). Para sobremesa não deixe escapar o leite creme com infusão de alecrim (4€).

Artigo atualizado às 15h58 de dia 15 de novembro de 2018

O lado positivo da cozinha mora em Lisboa / Optimista [in:mutante]

O lado positivo da cozinha mora em Lisboa / Optimista

As cartas são inspiradas, sobretudo, no receituário regional do nosso país. Cada garfada aviva memórias, sabores deixados pelas nossas avós, pais ou tios que já foram cozinheiros. Tudo é saboreado num ambiente descontraído e pensado ao pormenor.

O espaço, localizado entre o Cais do Sodré e Santos, é pequeno, mas muito acolhedor. As seculares arcadas deixam antever Pureza, a mascote deste espaço optimista, luminoso, confortável e determinado pelo cruzamento entre o clássico e o contemporâneo. Os autores são Jorge Guimarães, arquitecto, e Rita Andringa, designer de interiores, que deixaram o lambril em pedra e o pavimento hidráulico mostrarem o seu valor. Sem esquecer a arte, elementos importante neste conjunto de peças que comungam com as cerâmicas discretamente distribuídas pelas arcadas, a tapeçaria da Ferreira de Sá, de Espinho, os quadros e a fotografia.

Tudo tem uma explicação. Filipe Rocha e Rita Andringa concretizaram, finalmente, o sonho de abrir um restaurante. Depois dos supper clubs em casa e da Cafetaria Carpe Diem, no Bairro Alto – onde a arte a comida se conjugavam no mesmo espaço –, ambos abriram as portas deste Optimista em Outubro de 2017. Ao casal juntou-se, mais tarde, Pedro Ventura, que assistiu, desde o início, a este projecto. Cada um tem um papel importante neste espaço: Filipe é a presença assídua na sala, sempre com um olho na cozinha; Pedro prefere a hora do jantar e contribui para a harmonização vínica com os pratos; e Rita tem a missão de verificar cada detalhe, desde a decoração ao empratamento.
Sentemo-nos. À mesa, de tampo em mármore português, chegam os pratos, também eles de marca nacional, inspirados em receitas tradicionais portuguesas. Mas há cozinhas pelo mundo afora que também fazem do Optimista um restaurante de mão cheia. Os fornecedores estão, maioritariamente, no Mercado da Ribeira, além de outros mais especializados, como os queijos ou a broa, por exemplo. Por isso, que há no mercado é que vai para a cozinha e e trabalhado pela equipa liderada pelos chefs André Andrade e Pedro Correia. “Tentamos ser fiéis aos ingredientes. Respeitamos os sabores, as cores, as texturas”, garante Filipe Rocha.

A carta do almoço é composta por quatro entradas, cinco pratos – três do dia, sempre diferentes, e dois comuns à carta de jantar – e quatro sobremesas. A carta do jantar inclui clássicos e boas novas que vão surgindo ao sabor dos produtos da estação e do mercado.
Enquanto aguarda pelo início do almoço, talvez seja melhor começar pelo couvert – pão regional, manteiga composta, molho do Bulhão Pato e azeitonas – ou passar logo para as entradas. Aqui não falta a sopa da época que, tal como o nome indica, é feita a partir dos produtos… da época.

Para começar, recomendamos a tomatada com infusão de alecrim e ovo cozinhado a baixa temperatura acompanhada por fatias de pão torradas. O pica pau com berbigão e molho do Bulhão Pato é de comer até à última garfada, além de que é imperativo ter pão. Ou o xerém frito e lingueirão em maionese de alho confitado é outra da propostas do Optimista, ou os croquetes de rabo de boi, um clássico deste restaurante, ou as bolas de arroz recheadas com Queijo da Ilha.

Em suma, solicite a tábua portuguesa com a selecção de entradas parapartilhar com os amigos.

Para o prato principal a escolha é difícil. Há uma novidade: bife do espelho da agulha servido em seixo quente, por baixo do qual está um ramo de alecrim, e acompanhado com tiras de xerém – feito com caroulo ou farinha de milho – fritas, molho de cheiros e pickle de três pimentos.
Melhor ainda: há pastéis de massa tenra recheados com carne de vaca, tomada, beringela, cebola, alho francês e cenoura ralada. De comer e chorar por mais, até porque são servidos com um arroz de espinafres “de comer e chorar por mais”. Estes pastéis também são uma boa opção para quem é vegetariano, uma vez que a banha é substituída pelo azeite, na massa, e a carne é excluída do recheio.

O risotto de cogumelos e espargos, servido com a generosidade de uma casa portuguesa, pode ser uma das sugestões do chef para o prato vegetariano, assim como os peixinhos da horta também servido com arroz de espinafres.

A feijoada de choco é outra das opções, mas só quando for o dia deste prato na carta de almoço.

Os optimistas jamais declinam a sobremesa. Desde o irresistível bolos de chocolate da Pureza ao novo mil-folhas de massa brick, curd de ananás, mousse de coco, chocolate e frutos vermelhos. Farinha à parte, o primeiro é feito apenas com chocolate preto, manteiga e calda de açúcar e servido com amêndoa laminada coulis de framboesa e gelado de nata e manjericão. Há ainda leite creme com infusão de alecrim, o qual é queimado ao momento, como manda a cartilha.

De parte não fica a sopa fria de calabaceira. A harmonização do sumo deste fruto do embondeiro com os restantes ingredientes desta sobremesa reporta-nos para uma curta viagem com os navegadores portugueses, já que é constituída pela lima e pela tapioca do Brasil, pelos amendoins da Índia, pelos figo e pelos frutos vermelhos.

Aos apreciadores de cocktails, aconselhamos a respectiva carta elaborada por Maria Hipólito. Aos amantes dos vinhos, o melhor é espreitar a carta vínica sucinta, bem elaborada e recheada de boas sugestões de Norte a Sul do país, onde não faltam as castas, o ano, nem a região vitivinicola, bem como as especificidades devidamente agrupadas por referências vínicas.

A marcação do Optimista, no n.º 86 da Rua da Boavista, em Lisboa, é recomendada, seja ao almoço (das 12h00 às 15h30), seja ao jantar (das 19h00 às 23h00), através do 213 460 629.

Vale a pena ir. Bom apetite! •

Não sei bem o quê. Há novos pratos na ementa do restaurante Optimista, em Lisboa [in:visão]

As novidades da carta do Optimista, em Lisboa, confirmam aquilo que o restaurante sempre foi: bom senso, bom gosto e muito “savoir-faire”

Sara Belo Luís

SARA BELO LUÍS

Subdiretora

Na Rua da Boavista, perto do Cais do Sodré, o Optimista abriu em outubro de 2017
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Na Rua da Boavista, perto do Cais do Sodré, o Optimista abriu em outubro de 2017

Luís Ferraz

Pica pau com berbigão e molho do bulhão pato
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Pica pau com berbigão e molho do bulhão pato

Luís Ferraz

Peixe do dia, puré de couve flor e presunto , feijão verde salteado e couve kimchi à portuguesa
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Peixe do dia, puré de couve flor e presunto , feijão verde salteado e couve kimchi à portuguesa

Luís Ferraz

Bife do espelho da agulha, xerém frito ,molho de cheiros, pickle de três pimentos
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Bife do espelho da agulha, xerém frito ,molho de cheiros, pickle de três pimentos

Luís Ferraz

Je ne sais quoi – que, no título destas linhas, com boa-vontade, traduzimos para português como “não sei bem o quê” – é uma boa expressão para falar do Optimista e assim tentar explicar o que tem de especial o restaurante do Cais do Sodré. Está na moda e, ao mesmo tempo, não está. Tem uma decoração chique e elaborada, embora não em demasia. A cozinha é sofisticada, mas apenas quanto baste.

A carta – alterada em função do “mercado” e não tanto das estações, como explicam os três sócios do Optimista, Rita Andringa, Filipe Rocha e Pedro Ventura – continua a ser dominada pela gastronomia portuguesa, com uma ou outra incursão por outras cozinhas. Tudo com bom senso e muito bom gosto. Vejam-se os novos pratos e respetivos acompanhamentos (a carta de almoço é mais sucinta e está disponível de terça a sexta): muxama, mousse de algas e camarão e tosta de broa alentejana (€7); pica-pau com berbigão e molho de Bulhão Pato (€8); raviólis de bacalhau, molho de caldeirada, pimento assado e algas (€17); bife do espelho da agulha, xerém frito, molho de cheiros e pickle de três pimentos (€19); e mil-folhas de massa brick, curd de ananás, mousse de coco, chocolate e frutos vermelhos (€7).

Mantêm-se os best-sellers: xerém e lingueirão em conserva e maionese de alho confitado (€6); croquetes de rabo de boi e maionese de couve kimchi à portuguesa (€6); e peixe do dia, puré de couve-flor e presunto, feijão-verde salteado e couve kimchi à portuguesa (€16). Em equipa que ganha não se mexe, há coisas que nunca mudam ou, em linguagem otimista, “não sei bem o quê”.

Abram a Boca e Fechem os Olhos

http://www.abramabocaefechemosolhos.com/blog-1/2018/10/8/o-optimista

 A equipa, da esquerda para a direita: Pedro Ventura, Filipe Rocha, Rita Andringa, Pedro Correia, Maria Hipólito e André Andrade.

A equipa, da esquerda para a direita: Pedro Ventura, Filipe Rocha, Rita Andringa,

Pedro Correia, Maria Hipólito e André Andrade.

Optimista: Referente ao otimismo; que manifesta confiança num bom resultado ou desenlace; confiante em relação ao futuro em geral.

É assim que o dicionário da Porto Editora define a palavra. E é assim que os mentores deste espaço olham para o projeto. A ideia de abrirem um restaurante já vinha de longe, mas quando Filipe Rocha e Rita Andringa viram esta antiga loja de motores, pensaram: vai ser aqui. E foi! A eles juntou-se Pedro Ventura, um dos outros sócios.

É a Pureza, a unicórnio, obra do taxidermista João Fernandes quem nos dá as boas vindas. As paredes, com um pé direito bastante generoso, reúnem obras de vários artistas e estão todas à venda, incluindo a tapeçaria de seis metros cedida pela empresa Ferreira de Sá.

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Mas vamos ao que realmente interessa, a carta ou melhor, as cartas. Ao almoço, todos os dias há uma carta diferente, ao jantar a oferta mantém-se inalterável. Aqui, homenageia-se a cozinha tradicional portuguesa, mas não se vive agarrado a ela, as incursões por outras gastronomias são bem-vindas. André Andrade e Pedro Correia são a dupla de chefs responsáveis por nos trazer à mesa, como entrada: Tomatada com infusão de alecrim e ovo escalfado (€5) Xerém com lingueirão em conserva e maionese de alho confitado (€6) ou os Croquetes de rabo de boi com maionese de couve kimchi à portuguesa (€6), entre outras.

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Ao jantar, a oferta reúne oito pratos principais que incluem Raviolis de bacalhau, molho de caldeirada, pimento assado e algas (€17); Peixe do dia, puré de couve flor e presunto, feijão verde salteado e couve kimchi à portuguesa (€16), Cachaço de vitela com berbigão, puré de cebola, jus de rabo de boi xerém frito e salada (€19), Bife do espelho da agulha, xerém frito, molho de cheiros, pickle de três pimentos (€19), Croquetes de rabo de boi, arroz de tomate malandrinho e salada (€14), Espetada de frango e alho francês braseado com salada de couve roxa, laranja e frutos secos (€15). Pode ainda optar pela sugestão vegetariana do chef (€14) ou pela sua especialidade, quando há (€15).

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Nas sobremesas, não há que enganar, ao almoço são quatro: Bolo de chocolate da Pureza, o Unicórnio (bolo chocolate com coulis de frutos vermelhos, amêndoa laminada e gelado de nata e manjericão) (€7), Leite creme queimado ao momento (€4), Gelado de baunilha com hortelã (€3), Fruta da época laminada com mel e amêndoas torradas (€3).

Ao jantar, sugiro a Sopa fria de calabaceira com figo, frutos vermelhos, tapioca, lima e frutos secos (€6) e o Mil-folhas de massa brick, curd de ananás, mousse de côco, chocolate e frutos vermelhos (€7).

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Fotos: Luis Ferraz

Restaurante Optimista

Rua da Boavista, 86
1200-068 Lisboa

Tel. 213 460 629
info@optimista.pt
www.optimista.pt

De terça a sexta 12h às 15h30 e das 19h às 23h.
Sábado aberto só ao jantar.

 

No restaurante Optimista, faz-se uma viagem ao reino do unicórnio [in:visão]

http://visao.sapo.pt/actualidade/visaose7e/comer-e-beber/2017-12-04-No-restaurante-Optimista-faz-se-uma-viagem-ao-reino-do-unicornio

É uma sala para se deixar estar, um lugar de convívio com os amigos e de encontro com a fotografia, a pintura e o design. Ah!, sim, e também se descobrem pratos e vinhos portugueses. Bem-vindo ao restaurante Optimista, em Lisboa

Inês Rapazote

INÊS RAPAZOTE

Jornalista

A ementa do Optimista é feita de pratos portugueses, “daqueles que gostamos de comer em casa”, explica Rita Andringa, uma das proprietárias

A ementa do Optimista é feita de pratos portugueses, “daqueles que gostamos de comer em casa”, explica Rita Andringa, uma das proprietárias

Mário João

Rita Andringa tinha dúvidas para dar e vender, a começar pelo nome com que havia de o batizar. “Irias a um restaurante chamado Optimista?”, perguntou a um amigo francês. Ouviu que “o otimismo é sempre a melhor receita”, começou a ganhar certezas, registou o nome e convenceu o marido, Filipe, e mais dois sócios de que tudo iria resultar da melhor maneira possível.

Rita, designer de interiores, e Filipe, engenheiro informático, tinham um longo caminho percorrido na cozinha mas aqui queriam que tudo fosse perfeito, óptimo (assim mesmo, com p). Para trás ficaram os anos dedicados aos The Invaders (organizavam jantares surpresa em sítios improváveis) e à cafetaria do Carpe Diem, no Palácio Marquês de Pombal (onde casaram gastronomia e produção artística), e mergulharam no processo de transformação de uma antiga loja de ferragens na extensão da sala “lá de casa”. Deixaram no chão o mármore de origem e encheram a sala de almofadas, enfeitaram as mesas com flores, penduraram quadros nas paredes.

Filipe adora cozinhar, mas ficou de anfitrião. Recebe as pessoas à porta, como em casa, e leva-as à rua na hora da despedida. No entretanto, sempre discreto, oferece azeitonas e pão que se pode molhar num molho à Bulhão Pato, sugere pratos e vinhos, conversa com quem quer conversar. Na cozinha, André Ribeiro de Andrade (ex-Insólito e Rabo de Peixe) e Pedro Correia (ex-DOC) é que fazem a tomatada com infusão de alecrim e ovo escalfado (€5) ou os croquetes de rabo de boi (€6), o ensopado do mar (€12) ou o Cabeça, Tronco e Membros (que junta três partes do porco, a €16). Tudo pratos portugueses, “daqueles que gostamos de comer em casa”, explica Rita. A acompanhar, vinhos de produtores pequenos ou menos conhecidos, organizados não por regiões mas por sabores – salgados e vegetais, especiados e secos, quentes e gordos…

Em janeiro, já no inverno, haverá uma nova ementa. E será que na primavera chegarão as borboletas, para poisar nos corais da entrada? Sim, há que ser otimista.

Mário João

A zelar por todo o otimismo do restaurante está Pureza, égua transformada em unicórnio pelo taxidermista João Fernandes, com o corno que, segundo o artista, e “como toda a gente sabe, tem a distância da ponta da orelha à ponta do nariz”.