Optimista: o novo restaurante de Lisboa quer deixar todos felizes [in:nit]

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24/10/2017 às 15:39

Com um bolo de chocolate de duas texturas e gelado de beterraba para a sobremesa, quem é que não fica contente?

Há muitos pratos para ficar feliz à mesa/ Fotos de Optimista.
texto: Adriano Guerreiro

Um bolo de chocolate, com duas texturas, um brownie húmido, quase em ponto de mousse de chocolate servido com um coulis de frutos vermelhos e uma quenelle de gelado de beterraba. Como é que alguém pode não ficar feliz com esta sobremesa? Esta é uma das sugestões para terminar a refeição no Optimista, o novo restaurante que abriu no Cais do Sodré, em Lisboa.

Pureza, o unicórnio que faz parte da decoração do novo espaço, é também a protagonista no nome da sobremesa (5€) que é o remate perfeito no optimismo de quem escolher almoçar ou jantar ali. Cláudia, Rita, Filipe e José são os quatro amigos responsáveis pelo novo restaurante de Lisboa.

“Já todos fizemos muitas coisas na vida, fomos atrás de sonhos e sempre tivemos uma postura positiva”, explica à NiT Claudia a razão de ser do novo espaço. Rita e Filipe são um casal e convidavam sempre os amigos para grande jantares em casa. “Tinham sempre muito cuidado na apresentação dos pratos, em toda a mise in scene, e sempre lhes dissemos que deveriam ter um espaço.”

Depois de uma experiência na cafeteria do Carpe Diem, juntaram-se a mais dois amigos para abrirem o novo projeto. “A ementa é uma junção de tudo o que gostamos de comer, que depois foi trabalhados pelos dois chefs, André e Pedro Correia”, que já passaram pelo Insólito, Rabo de Peixe e pelo DOC do chef Rui Paula.

O restaurante abriu no início de outubro e já tem pratos preferidos, que fazem os clientes ainda mais felizes. É o caso dos croquetes de rabo de boi servidos com maionese de couve kimchi (6€) nas entradas. Nos pratos principais é o Cabeça, Tronco e Membros que tem sido mais pedido (16€).

“É uma homenagem ao porco, com várias partes no mesmo prato.” Tem bochechas, que foram confiadas, entrecosto, que coze durante 5 horas e tel uma salmoura de 24, e ainda um molho, o jus, preparado com o chispe.

E na sobremesa, claro que tem sido o Bolo de Chocolate da Pureza, o unicórnio (5€). Há ainda uma maçã caramelizada com massa brick (5€) ou o leite creme queimado ao momento (4€). Aos almoços há dois menus especiais. O Realista custa 12€ e inclui o couvert, um prato, bebida e café. Depois tem o Optimista (16€) e inclui couvert, uma entrada ou sobremesa, prato principal, bebida e café.

O restaurante esteve em obras durante três meses e fica numa antiga loja de ferragens. Há arco de pedra em todo o espaço que tem lugar para 35 pessoas.

Optimista: unicornios, plantas tropicales y exquisita cocina portuguesa [in:Condé Nast Traveler]

A Maria Crespo da Condé Nast Traveler veio ao Optimista e resolveu escrever sobre a experiência. Escreveu coisas boas e bonitas. E nós queremos partilhá-las convosco.

Texto Publicado el 17.10.2017

Necesitamos espacios para reivindicar la utopía y abandonarnos al placer (artístico y gastronómico) compartido. Así es el sueño de cuatro amigos, Rita, Filipe, José y Claudia. Bienvenidos al restaurante lisboeta Optimista.

Pureza no pasa desapercibido a los vecinos que atraviesan la rua da Boavista. Una zona de antiguas imprentas y pequeñas fábricas en la que están surgiendo proyectos interesantes como escuelas de diseño, estudios de publicidad, la cafetería Dear Breakfast (Gaivotas 17) o el restaurante especializado en cocina vegetariana, vegana y crudívora, Água no Bico (Gaivotas 8). Pero volvamos a Pureza, el unicornio que preside este nuevo proyecto de la capital lusa.

“Nosotros nos llamamos optimistas por los cuatro costados, por eso queríamos que el unicornio fuese el símbolo del optimismo y que la gente que viniera al restaurantes se sintiera más feliz. En Portugal no hay tradición de taxidermia y es algo que me interesaba mucho mostrar en el restaurante”, explica Rita Andringa, diseñadora de interiores y una de las social del proyecto.

Optimista es un espacio abovedado, con arcos de piedra y paredes blancas con relieves que escoden siluetas de animales (“los descubrimos al perfilar con un pincel la textura original de la pared”, recuerda Andringa), con mesas de piedra (sin mantel), texturas tropicales y tonos rosas instagrameables.

“Es un homenaje a Pap’Açorda, un restaurante en el Barrio Alto de Lisboa que fue un icono del chic en Portugal”, recuerda, refiriéndose al Pap’Açorda de siempre, que acabaría trasladándose a la Avenida 24 julho con una esencia diferente. “Cuando era pequeña pensaba, si algún día tengo un restaurante será como el Pap’Açorda”.

Claudia, veterinaria en su vida anterior a Optimista, propone los aperitivos: tomadata (típica de Alentejo) con infusión de romero y huevo escalfado, ceviche de alubias, pataniscas de pulpo con cebolla rosa encurtida y, como guiño al cariño de la casa a Jerez de la Frontera, croquetas de rabo de toro sobre una mayonesa de kimchi a la portuguesa.

Déjate aconsejar y refréscate con nuevos sabores. “Queríamos que los vinos fuesen de personas con las que nosotros nos identificamos, que fuesen verdaderamente experiencias que sorprendan”, cuenta la diseñadora.

Poco a poco los tonos celestes y pistachos se cuelan entre las piernas, salpican las paredes (en obras de arte que también están a la venta) y van calando nuestros poros. Por un instante, el mundo parece un jardín donde la belleza se admira y se disfruta a bocados. Es hora del plato principal.

No te vayas sin probar su ‘ensopado do mar’ (bacalao, ajo, cilantro, puerro, algas kombu, huevo escalfado y el caldo de pescado japonés conocido como dashi) y su ‘cabeça, tronco e membros’ (distintas partes del cerdo en su salsa, acompañadas de puerro, apio en dos texturas, setas shimeji y espinacas), un equilibro de sabores que (avisado estás) puede causar adicción.

POR QUÉ IR

Estamos ante uno de los proyectos más interesantes de la temporada. Mimo y creatividad, la vida era eso, ¿verdad?

EXTRAS

Sus postres. Terminar con un punto dulzón será (casi) obligatorio.

EN DATOS:

Dirección: Rua da Boavista 86 (Lisboa)

Teléfono: +351 21 346 0629

Este restaurante é para optimistas [in:TimeOut]

Cláudia, Rita e Filipe acreditam que o unicórnio é o animal que melhor representa o optimismo. Por isso, quando finalmente abriram um restaurante – um sonho de três amigos e uma forma de dar vazão aos jantares que aconteciam regularmente em casa de Rita e Filipe, os responsáveis pela cafetaria do Carpe Diem Arte e Pesquisa – puseram um unicórnio a receber os clientes. Chama-se Pureza e é a mascote do Optimista, o novo restaurante do Cais do Sodré.

A primeira fase foi perguntar a amigos se entrariam num restaurante que se chama Optimista. Responderam-lhes que “o optimismo é a melhor receita”. Dito e feito. O desafio foi, então, passar de refeições ligeiras numa cafetaria para almoços e jantares todos os dias da semana, com uma carta fundamentalmente fixa, que privilegia os produtos frescos e sazonais.

Na cozinha estão dois chefs jovens, com formação asiática, que já passaram pelo Rabo de Pêxe e pelo Insólito e introduziram alimentos como algas numa carta portuguesa. “Temos uma carta portuguesa mas com muitas influências dos sítios por onde os portugueses passaram”, continua Cláudia. O ensopado de mar (12€) é um dos melhores exemplos: “No fundo é uma sopa alentejana: tem pão, bacalhau, alho francês, coentros e depois tem umas tiras de alga lá pelo meio. É subtil. A alga traz um sabor de maresia”, acrescenta Filipe.

A ideia é transversal a toda a carta, quer pelo uso de determinados ingredientes, quer pela reinvenção de determinado prato. Para entradas, ou para ir picando, há um ceviche de favas (6€), uma tomatada com infusão de alecrim e ovo escalfado (5€), pataniscas de polvo com pickle de cebola roxa (6€) e croquetes de rabo de boi com maionese kimchi à portuguesa (6€). Nos pratos principais, além do ensopado de mar, há sempre um prato de peixe do dia, com puré de couve-flor e bacon, feijão verde salteado e couve kimchi (16€), um rosbife com couve braseada, migas de batata doce e molho chimichurri (17€) ou um prato que é uma ode ao porco. Chama-se cabeça, tronco e membros e tem bochecha de porco, entrecosto e jus de chipe, acompanhado com aipo e espinafres (16€). Este é, também, um dos pratos de slow cooking – demora cerca de sete horas a fazer, até a carne se despegar do osso.

Nas sobremesas há leite creme queimado no momento (4€) e maçã caramelizada em cesto de massa brick com gelado e butterscotch (5€). Estão ainda a testar uma receita de bolo de chocolate de Maria de Lourdes Modesto para acrescentar à lista quando o período de soft opening chegar ao fim.

O restaurante fica no piso térreo da galeria de arte Plataforma Revólver. Mas não foi só um acaso feliz, os três amigos queriam realmente um lugar em que se mantivesse essa ligação à arte, como na cafetaria do Carpe Diem. “Não temos uma ligação directa com o projecto do piso de cima mas temos uma proximidade emocional com as artes, com o que está na parede. Isto é uma constante nas nossas vidas”, explica Filipe.

O próprio trabalho de restauro do espaço foi uma bela obra. Era uma loja de materiais de ferragens em muito mau estado, contam. Mantiveram tudo o que era portas para não descaracterizar o sítio, pintaram uma parede de rosa e as da sala de refeições têm formas e texturas (se for com miúdos, desafie-os a encontrar animais nas paredes). “O restaurante em si é uma obra de arte, não só pelo trabalho de restauração. É quase como se fosse um museu contemporâneo onde se pode vir comer”, diz Cláudia, apontando para os quadros pendurados na parede, obras de arte de amigos artistas que vão estar sempre em rotação. Na parede à entrada, há uma quadrícula com uma instalação de begónias, feitas por Rita. Daqui a uns meses, as obras mudam.